Setor de Afecções do Pé e Tornozelo do Adulto

AS ORIENTAÇÕES AQUI APRESENTADAS DESTINAM-SE AOS PACIENTES E SEUS FAMILIARES. FOI ESCRITA EM LINGUAGEM LEIGA,
EVITANDO-SE TERMOS TÉCNICOS. EMBORA NOSSA INTENÇÃO SEJA CONTRIBUIR COM INFORMAÇÕES GERAIS, ELAS NÃO SUBSTITUEM
AS ORIENTAÇÕES DADAS PELO SEU MÉDICO, QUE CONHECE OS DETALHES DO SEU PROBLEMA E PODERÁ, DE FATO, REALIZAR
ORIENTAÇÃO EFETIVA E PARTICULARIZADA.

Pé diabético

O pé é uma das regiões mais frequentemente afetadas nas complicações do diabetes. Esta doença, entre outras alterações, pode afetar o pé de duas maneiras. A primeira é comprometendo a sensibilidade, o que faz com que a pessoa tenha os pés adormecidos e, com isto não sente algum alteração na pele que possa estar acontecendo em decorrência de um sapato, de uma alteração na unha, de um calo, etc. Assim, quando vai perceber, a lesão já estará adiantada.
A outra maneira em que o diabetes afeta o pé é pela circulação que pode estar comprometida, principalmente aquela dos pequenos vasos (microcirculação).
Estas duas condições associadas, além de favorecer o aparecimento de lesões, dificulta a cicatrização e, não raramente uma pequena bolha se transforma em um ferimento mais profundo que acaba por se infectar, atinge o osso e causa osteomielite. Ao mesmo tempo outras lesões vão aparecendo, o pé todo incha e, às vezes, surge erisipela para complicar tudo.
Outro problema é que se houver infecção no pé, o diabetes descompensa e isto torna a cicatrização das feridas ainda mais difícil. Assim, todo o diabético deve ter preocupação em manter a saúde de seus pés e as medidas mais importantes são preventivas e de higiene. As recomendações são:
1- Controlar muito bem seu diabetes
2- Examinar seus pés diariamente, em busca de áreas vermelhas que indicam atrito anormal com o sapato. Não se esquecer de inspecionar entre os dedos.
3- Manter sempre higiene máxima. Lavar bem os pés entre os dedos e enxugá-los muito bem. Ao menor sinal de micose, tratar.
4- Cuidar muito bem das unhas, aparando-as de maneira correta e evitando lesões.
5- Usar sapatos adequados que devem ser macios, ventilados, largos e altos na frente, com salto largo e baixo e, de preferência com capacidade de absorção de choques. Quando em casa, usar sandálias e chinelos confortáveis que favoreçam a ventilação do pé. Há no mercado várias marcas de sapatos com essas características.
6- Para lavar os pés, usar sabonetes com antissépticos, facilmente encontrados em farmácias e supermercados.
7- Consultar um ortopedista se houver calosidades. Muito cuidado ao retirá-las, pois podem infeccionar. Se os calos forem muito rebeldes é necessário ver qual a causa. Muitas vezes é uma deformidade ou saliência óssea que a provoca. Podem ser necessárias pequenas intervenções cirúrgicas para removê-las.
8- Se o seu pé estiver deformando rapidamente e sempre inchado, consultar um ortopedista para ver se não está se formando uma junta de Charcot (ver adiante)
Finalmente, se mesmo com todas estas medidas, houver um pé com ulcerações graves e infecções crônicas haverá necessidade de cirurgias que pode requerer a retirada de tecidos necróticos, inclusive partes do pé.