Ortopedia e Traumatologia da Criança e do Adolescente

AS ORIENTAÇÕES AQUI APRESENTADAS DESTINAM-SE AOS PACIENTES E SEUS FAMILIARES. FOI ESCRITA EM LINGUAGEM LEIGA,
EVITANDO-SE TERMOS TÉCNICOS. EMBORA NOSSA INTENÇÃO SEJA CONTRIBUIR COM INFORMAÇÕES GERAIS, ELAS NÃO SUBSTITUEM
AS ORIENTAÇÕES DADAS PELO SEU MÉDICO, QUE CONHECE OS DETALHES DO SEU PROBLEMA E PODERÁ, DE FATO, REALIZAR
ORIENTAÇÃO EFETIVA E PARTICULARIZADA.

Uma perna mais curta

Esta situação não é rara e, na maioria das vezes, o encurtamento é pequeno e passa despercebido. Entretanto, quando maior, faz com que a criança manque ou mude a postura. Os casos de encurtamento devem ser avaliados pelo ortopedista que irá determinar se o encurtamento é aparente ou verdadeiro. O encurtamento pode ser medido em radiografias especiais (escanometria) e durante o crescimento pode ficar como está ou aumentar. É difícil prever, sendo necessário seguimento para isso. Entretanto, é raro ele corrigir espontaneamente. O encurtamento pode ser apenas observado, se for pequeno e se não tiver interferindo com a postura ou maneira de andar. Em algumas vezes há necessidade de colocar uma palmilha no lado mais curto, enquanto ser faz o seguimento.
Quando o encurtamento é grande (geralmente mais que quatro centímetros), e está aumentando, deve ser avaliada a necessidade de realizar o alongamento que é feito com cirurgia de implantação de um aparelho metálico fixado ao osso por pinos (fixador externo-alongador) e, gradativamente, vai se realizando o alongamento. É um processo demorado, difícil para a criança e a família, mas que compensa, se for bem indicado e bem realizado.
Outro possibilidade para igualar o comprimento das duas pernas é encurtar aquela que é mais longa, mas isso é feito apenas para pequenas diferenças por um bloqueio do crescimento na idade correta.